Samedi 29 novembre 2008

 

 

 

 

O inverno é premente, o frio, a névoa, o envolvimento do frio, não há onde se meter, a noite está aí, não é uma penumbra, que penumbra é esta, é a noite que já chegou, é só o crepúsculo, não é ainda o crepúsculo, é de tarde e há uma penumbra que cai sobre a cidade, esta penumbra é a noite que já chegou. Não vemos mais nada, os prédios ao longe já estão iluminados por lâmpadas elétricas, as fachadas embranquecidas onde a iluminação aciona a brancura, os faróis dos carros, o céu desapareceu tão rápido quanto havia chegado, não há mais céu, um clarão cinza, um clarão azulado sombrio, uma penumbra caiu sobre a cidade, não estamos no crepúsculo, o frio veio nos apressar, nos apressa a andar mais rápido, estamos cobertos, o frio entra pelas pernas, pelas orelhas, pelo nariz, estamos envolvidos pela negrura da cidade, estamos mergulhados na penumbra, o inverno é frio, quanto tempo ele vai persitir, persistirá mais de um inverno, persistirá, estamos somente no período da tarde, estamos somente nos meses do outono, a negrura chegou rápido, caminhamos através dos faróis que se movem, caminhamos através das iluminações públicas, através das fachadas embranquecidas iluminadas das lojas, não vemos mais o céu  ao longe, não vemos mais as nuvens no céu, a negrura avançou, envolveu as ruas e a cidade inteira, o frio permanece.

 

 

[L’hiver est prenant, le froid, la brume, l’enveloppement du froid, il n’y a pas où se mettre, la nuit est là, ce n’est pas une penumbre, quelle est cette pénombre, c’est déjà la nuit qui est venue, ce n’est que le soir, ce n’est pas encore le soir, c’est l’après-midi et il y a une pénombre qui s’abat sur la ville, cette pénombre est la nuit déjà venue. On ne voit plus rien, les immeubles au loin sont déjà éclairés par des lampes électriques, les façades blanchies où l’eclairage actionne la blancheur, les phares des voitures, le ciel a disparu aussi vite qu’il était venu, il n’y a plus de ciel, une lueur grise, une lueur bleutée sombre, une pénombre s’est abattue sur la ville, nous ne sommes pas le soir, le froid est venue nous presser, nous presse à marcher plus vite, nous sommes couverts, le froid rentre par les jambes, par les oreilles, par le nez, nous sommes enveloppés dans la noirceur de la ville, nous sommes plongés dans la pénombre, l’hiver est froid, combien de temps va-t-il durer,  il durera plus d’un hiver, il durera, nous sommes seulement dans l’après-midi, nous sommes seulement dans les mois de l’automne, la noirceur est venue vite, nous marchons à travers les phares des voitures qui bougent, nous marchons à travers les éclairages publics, à travers les façades éclairées blanchies des magasins, on ne voit plus le ciel au loin, on ne voit plus les nuages dans le ciel, la noirceur s’est avancée, a enveloppé les rues et la vielle entière, le froid reste].

Christophe Tarkos

Retirado do livro Anachronisme. P.O.L éditeur, 2001.      

 

 

 

 

 

 

 

 

29 de novembro de 2008 

 

Par Barrosjose
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Commentaires

Caro Jose Barros, Mas que blog interessante você tem aqui ! Vou continuar a ler com calma. Estou colocando um link para cá, em meu blog. Um abraço, Chico
Commentaire n°1 posté par Assis de Mello le 09/12/2008 à 13h03

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  • jose.barros
  • : vestiges Divers
  • : Este Blog apresenta parte de meu trabalho fotográfico, com a intenção de compartilhar um percurso de mais de 10 anos de fotografia. Além disso, a partir do início de maio de 2008, comecei a escrever uma coluna (Folhas Volantes) para o site Sibila - Revista de Poesia e Cultura (www.sibila.com.br).
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